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D. Lenilson Moraes Rezende, OSB. (E-mail: lenilsonmr@gmail.com) O noviciado é a primeira grande experiência de vivência monástica. É um ano de intenso aprendizado, de intensa formação humana e espiritual. É o momento ideal para entender a espiritualidade e perceber que o silêncio, a fraternidade, a oração, o trabalho, a humildade, a obediência, a honestidade e o esforço são indispensáveis a uma verdadeira comunidade monástica. Cada exemplo dos irmãos mais velhos, cada atitude caridosa, cada sorriso, cada oração e cada trabalho nos fazem perceber a grandiosidade de Deus. Isto ajuda o noviço a perceber como é bom, como é agradável, todos os irmãos viverem juntos e unidos (Sl 133). São Bento propõe uma grande provação aos noviços do mosteiro, a qual o faz notar que não é de mordomias que vivem os monges, mas de intenso trabalho e oração. O noviço, após alguns estudos da regra, verifica se consegue viver segundo o costume monástico e, livremente, decide se quer participar da fraternidade monástica ou não. Uma das primeiras lições que se aprende é o bom zelo pela oração, pois para o verdadeiro monge nada existe de mais caro do que Cristo (RB 5,2). E é na oração, em torno da qual toda comunidade se reúne, que se demonstra o valor que é dado a Deus. O trabalho que o noviço faz também é de grande importância, pois este não é mais para si ou para ganhar dinheiro e sim para os irmãos e para Deus. A vida monástica não oferece ao noviço somente um caminho fácil e abastado mas também certas durezas e dificuldades. Mas à medida em que avança, ele corre com o coração dilatado, pelo caminho dos mandamentos de Deus, com uma indizível doçura de amor (RB, Prólogo). No noviciado se aprende que a vida monástica é um dos muitos meios para se viver o evangelho de Jesus Cristo. É um meio para imitar o amor de Cristo, amando o momento de oração (ofício divino), amando os irmãos mais velhos, amando e respeitando os superiores, se empenhando no trabalho, seja ele qual for, e até mesmo rezando pelos nossos inimigos. Para qualquer noviço pode parecer difícil, complicado ou até fora do comum estar inteiramente vivendo um ideal de vida cristã assim: com muitas regras, trabalhos, dificuldades. Mas ao concluir sua Regra, São Bento ensina aos seus, que desejam viver a vida monástica, que: por fim, chegarás, com a proteção de Deus, aos maiores cumes da doutrina e das virtudes. (RB 73,9). (InFormAção, Vol. 4, Nº 1, Janeiro 2002) |