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TRAJETÓRIA DE UM SEMEADOR D. Josias Dias da Costa, OSB. (E-mail: josiasosb@hotmail.com)
No dia 4 de junho de 1934, na cidade de Kansas City, Estado de Kansas, nos Estados Unidos, o lar de Karl e Theresa Deitchman, marcado pela constante oração e pela ardorosa fé cristã, se alegrava com o nascimento de seu sexto filho, que recebeu o nome James Donald Deitchman. Depois desse, o casal ainda recebeu um novo filho, o sétimo a completar essa fervorosa família católica. O menino James estudou o primeiro e o segundo grau em sua cidade natal, participando com todo entusiasmo nas atividades de sua paróquia e no movimento dos escoteiros, sem deixar nunca de descuidar da natação em um dos clubes da cidade, fazendo dela o seu esporte predileto. Na sua juventude, ele sentiu-se chamado por Deus a viver uma vida consagrada e ingressou na Abadia de São Bento, da aconchegante cidade de Atchison, no Estado de Kansas, onde fez os primeiros votos monásticos e recebeu o nome de Eric, no dia 21 de março de 1954. Depois de sua ordenação sacerdotal, no dia 01 de junho de 1963, ele exerceu o ministério e lecionou matemática, por uns tempos, em Atchison. Mas, logo, decidiu ir para o Mosteiro São José, uma fundação da Abadia de Atchison, em Mineiros, Goiás, no Centro-Oeste do Brasil. Em Mineiros, ele foi tomando contato com o povo, aprendendo a língua, convivendo com a cultura e, aos poucos, foi-se apaixonando pelo lugar. Ali, ele deu início ao escotismo, buscando sensibilizar os jovens a respeitar a Natureza e a conviver harmoniosamente com ela, e foi membro fundador de importantes clubes recreativos, entre eles o Rotary Internacional. Preocupado com a geração de empregos e com o bem-estar da população, ajudou a fundar e chegou a presidir, nos primeiros anos, uma grande cooperativa agropecuária, que logo atingiu uma extensão de 22 municípios, e serviu de base para a criação de outras grandes cooperativas em Goiás. Diante da falta de garantias trabalhistas dos camponeses e dos assalariados do campo, ele articulou essa categoria social, assessorando-a na fundação do Sindicato de Trabalhadores Rurais. Uma de suas últimas obras é a Fundação Ecológica Emas, já reconhecida como entidade de utilidade pública federal, pelos serviços prestados e pelo arrojo e importância de seu Projeto Cumeeira, destinado a salvar as nascentes de importantes rios (Araguaia, Taquari, Sucuriú etc.) que abastecem as duas maiores bacias hidrográficas do país. Também, ele ajudou a fundar o Conselho Superior da Fundação Integrada Municipal de Ensino Superior de Mineiros, a FIMES, e após participar de sua direção, por alguns anos, como vice-presidente, num momento de crise, acabou tornando-se o presidente. Em razão de uma bem sucedida produção científica, com experiências que possibilitaram a todos tornarem produtivas as terras dos chapadões; com experiências que possibilitaram a melhoria da qualidade do gado da região; com suas contribuições no campo meteorológico e no campo ecológico, ele chegou a receber o título de Professor Benemérito da Universidade Católica de Goiás. Desde sua chegada a Mineiros, como monge beneditino, ele atuou como Prior do Mosteiro São José (1972-1978), como Vigário em Mineiros (1966-1975) e Perolândia (1980-1990) e como Pároco em Santa Rita do Araguaia e Mineiros (1982-1993), incentivando as comunidades eclesiais a se organizarem e a formarem grupos familiares. Proveniente de uma família com sólida formação na doutrina cristã, ele tem uma grande dedicação à formação das comunidades e da família, tendo um carinho muito especial pelo ECC. Dom Eric é um evangelizador implacável e dele se pode dizer como no livro do profeta Isaías: “Como são belos (...) os pés do mensageiro, que anuncia a paz, proclama boas novas e anuncia a salvação....”(Is 52,7). |